Essa é uma história de ficção. Mas podia ser real. E pode ser real com milhares de empreendedores por aí. Um dia pode ser você.

Saiba como uma carta mudou a vida do Marcos. E pode mudar a sua

Marcos  estava agora sentado na Praça da Conquista olhando para o céu, ou para o nada. Nos últimos meses, ele fez isso todos os dias. Essa história poderia ser algo magnífico, um começo encantador, mas o motivo que levou Marcos a sentar todos os dias para observar o céu não é nada romântico.

Empreendedor nato, Marcos sempre procurou novas formas de ganhar a vida. Lutou desde novo e com apenas 20 anos de idade já se via com o próprio negócio começando: um carrinho com brigadeiros e outros doces. Mas sua luta começou bem cedo, aos 16 anos de idade.

Seu maior sonho era estudar, mas ele também precisa ajudar sua família com as despesas de casa. Então, aos 16 anos começou a vender doces caseiros de porta em porta, passando em escritórios e lojas da cidade em que morava. Marcos usava uma caixa de isopor para vender seus quitutes e, essa caixa o acompanhou por 2 anos.

pão de mel no cone

O negócio deu muito certo! Seus doces eram um grande sucesso! Já era conhecido na cidade e recebia até encomendas. E, em seu aniversário de 18 anos, seu avô, Seu Joaquim deu o maior presente que ele poderia ganhar: um carrinho para vender seus doces nas praças da cidade. Assim, Marcos não precisaria mais andar com a caixa de isopor embaixo do braço.

Daí pra frente os negócios cresceram! Suas vendas aumentaram, afinal, ele tinha mais espaço para armazenar tudo adequadamente e também ganhou um visual super bacana. Acabou se fixando na Praça da Conquista, local de grande movimento e bem próximo de seus fiéis clientes que agora iam até ele. Para ficar ainda mais marcante, ele resolveu adesivar o seu carrinho e criou uma marca própria. Depois de tanto pensar e se planejar, nasceu a “Docelândia”.

Mas, o que Marcos não imaginava era que ele podia perder tudo por um pequeno deslize. Ele percebeu que havia uma movimentação em um determinado prédio, próximo à Praça da Conquista. Viu que estavam reformando e logo descobriu que ele abriria uma nova doceria na cidade. Um lugar aconchegante com mesas e cadeiras para os clientes. Ficou apreensivo, mas logo percebeu que seus clientes o procuravam pelos produtos que fazia e, principalmente pela marca que ele foi estabelecendo no mercado.

Mulher com dúvida em qual caminho seguir. Escolhendo entre concorrentes

Em todos os anos que passou vendendo seus doces de porta em porta, ele aprendeu que no comércio é preciso tomar cuidado com seus concorrentes. Estar sempre um passo à frente era primordial para se manter firme nos negócios. Então foi exatamente isso que ele fez! Pegou suas últimas econômicas e investiu tudo em seu sonho. Criou mais algumas receitas exclusivas e melhorou sua identidade visual. Atualizou o cardápio, otimizou as postagens nas redes sociais, começou a usar o WhatsApp para atender clientes. Mandou fazer um uniforme novo e caprichou nas embalagens! Fez tudo isso pensando em se manter à frente do novo concorrente.

Só que Marcos não contava com uma carta que mudaria tudo em sua vida. Quando ele abriu aquele envelope, sentiu que seu mundo estava desmoronando. Naquele momento, não via nenhuma solução para seus problemas. Era uma notificação que dizia que a marca “Docelândia” era de outra pessoa. E, que ele precisaria parar de usá-la, caso contrário teria que pagar uma grande indenização. “Mas como assim de outra pessoa?! Eu batalhei tanto para ter minha marca! E agora não posso usá-la?!”

abrindo envelope

O que aconteceu é que Marcos batalhou muito por ter seu negócio. Mas ele não tomou o cuidado principal: registrar sua marca no INPI. E foi da pior forma que ele aprendeu que para ser dono da marca, é preciso registrá-la no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Ele não fez isso porque não tinha esse conhecimento. E agora já sabe que para não correr o risco, é um passo necessário para qualquer negócio.

E é aqui que voltamos à cena do começo dessa história.

Durante alguns dias ele foi até a Praça da Conquista, no exato lugar onde parava o seu carrinho de doces e se sentou  para observar. Pensar. Para assim tentar encontrar uma saída para seu problema. Ele não poderia mais usar o nome “Docelândia”. E o novo concorrente estava prestes a abrir as portas. Ao mudar o nome do seu negócio seus clientes não iriam mais conhecê-lo. E agora? O que fazer?

Uma coisa ele sabia: não podia ficar de braços cruzados esperando a solução cair do céu. Se ele conseguiu uma vez, conseguiria novamente. Afinal, ele batalhou desde muito novo para conquistar todos os seus sonhos. E assim Marcos levantou e foi a luta. Resolveu que iria manter todos os doces do cardápio e continuar vendendo. A princípio pensou em apostar na boa e velha caixa de isopor, mas com o carrinho conseguiria levar mais doces e consequentemente vender mais. Então retirou todos os adesivos e o deixou na cor original. Comprou novas embalagens, daquelas simples sem nenhuma identificação. E assim voltou às ruas.

No primeiro dia Marcos percebeu o impacto que a falta de identificação fez. Ele notou que em um primeiro momento, as pessoas não percebiam que era ele. Afinal, não havia nada que pudesse marcar, não havia uma marca. Apenas um rapaz vendendo doces pelas ruas.

A frustração o pegou novamente, junto com o medo de não conseguir dar a volta por cima. Nesse momento ele teve a brilhante ideia de ir até o seu antigo ponto na Praça da Conquista, mas antes de chegar ele percebeu que a nova doceria finalmente abriu as portas. E mais uma vez, seu mundo caiu.

O que aconteceu depois foi algo inusitado. Mesmo se sentindo derrotado, Marcos encontrou uma ponta de esperança. Na verdade, ele ouviu a esperança o chamar. Dona Alice, uma advogada que sempre comprava seus doces o chamou de longe e já foi logo fazendo o seu pedido. Para finalizar, ela agradeceu e disse: “Os doces do Marquinhos são os melhores da cidade!”.

insight uma ideia para criar uma nova marca

E foi exatamente nesse momento que ele teve o insight para dar a volta por cima. Ao invés de elaborar um nome para seus negócios, simplesmente resolver chamar de “doces do Marquinhos”. Simples, objetivo e genial! Afinal, esse era a maneira que seus clientes sempre o chamaram. E, já que ele precisou deixar a “Docelândia” para trás, nada melhor do que usar sua própria imagem, não é mesmo?

Criou uma nova identidade visual. Assim ele poderia adesivar seu carrinho novamente, criar um cardápio e uniformes personalizados. Mas, antes de qualquer coisa ele preferiu proteger o seu negócio fazendo o registro da sua marca.

E em pouco tempo os negócios cresceram novamente. E adivinhem só? Em poucos meses era Marcos quem abria uma loja no centro da cidade. Contratou 2 pessoas para trabalhar com ele, pois a demanda aumentou muito! A Doces do Marquinhos ganhou fama e ele voltou a ter sucesso. E o velho carrinho de doces ganhou um cantinho todo especial na decoração da sua doceria que atende todos os dias centenas de pessoas!

O que Marcos aprendeu com tudo isso? É que é preciso batalhar muito para conquistar seus sonhos. Mas também é preciso proteger suas conquistas. No caso de Marcos, registrar sua marca foi a proteção que faltava para engatilhar seus negócios e tornar-se um grande empresário.

Todos os dias, empresários sofrem o drama de Marcos ao descobrir que estão usando uma marca já registrada. Sofrem ao descobrir que sua marca, na verdade não são deles. Muitos não conseguem dar a volta por cima por vários motivos. E os que conseguem correm logo se proteger para não cair novamente. Mas existe uma maneira de evitar isso: registrar a marca. Se você tem um negócio, procure fazer o registro no INPI o quanto antes. Se você tem um amigo, conhecido ou parente que tem uma marca, mostre a história do Marcos. Você irá contribuir grandemente com o sucesso dessa pessoa!

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